A Lua

18-Major-Moon

A distinção entre esta carta e algumas dos tipos convencionais é que a Lua é crescente no lado chamado da misericórdia, à direita de quem observa. Tem dezesseis raios principais e mais dezesseis secundários. A carta representa a vida imaginativa, distinta da vida do espírito. A estrada entre as torres leva ao desconhecido. O cão e o lobo são os temores da mente natural em presença daquele lugar de saída, quando só há para guiar uma luz refletida.

A última referência constitui uma chave para um simbolismo diverso. A luz intelectual é um reflexo de um mistério desconhecido que não pode ser mostrado. Ela ilumina a nossa natureza animal, alguns tipos da qual são representados embaixo: o cão, o lobo e aquilo que vem das profundezas, a inominável e horrível tendência que é mais baixa do que o animal selvagem. Ela luta para alcançar manifestação, simbolizada pelo rastejamento para fora do abismo da água tentando chegar à terra, mas, na maioria das vezes, torna a afundar-se. A face da lua lança um olhar calmo para a agitação embaixo; o orvalho do pensamento cai. A mensagem é: Paz, ficai quietos; e pode ser que descerá a calma sobre a natureza animal, enquanto o abismo embaixo cessará de apresentar uma forma.

Próxima Carta: O Sol

Fonte: Arthur Edward Waite