A Variação relacionada à modelos convencionais nesta carta consiste apenas no fato de não estar a lanterna parcialmente envolta no manto de seu portador e por uma estrela que brilha na lanterna. Eu atribuo a esta carta uma função de consecução, e para acentuar essa concepção, a figura está mostrando o seu fanal em uma elevação. O Ermitão não é, portanto, como Court de Gebelin explicou, um homem sábio em busca da verdade e da justiça; nem é, como propõe em uma explicação posterior, um exemplo especial de experiência. Seu fanal mostra que onde eu estiver, também tu podes estar.
É, além disso, uma carta entendida muito incorretamente quando relacionada com a idéia de isolamento oculto, como proteção do magnetismo pessoal contra a mescla. Essa é uma das frívolas interpretações que devemos a Eliphas Lévi, e que foi adotado pela Ordem do Martinismo Francesa, onde alguns de nós ouvimos falar muito sobre o Filósofo Desconhecido e Silencioso, envolto em seu manto para proteger-se contra o conhecimento do profano. No verdadeiro Martinismo, a significação do termo Filósofo Desconhecido era de outra ordem. Não se referia à deliberada ocultação dos Mistérios Instituídos, muito menos de seus substitutos, mas — como a própria carta — à verdade que os Mistérios Divinos asseguram a sua própria proteção contra aqueles que não estão preparados.
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