A Roda da Fortuna

10-Major-Fortune

Neste símbolo, segui outra vez a reconstrução de Eliphas Lévi, que tem fornecido diversas variantes. É legitimo usar o simbolismo Egípcio quando o mesmo serve aos nossos objetivos, contanto que não esteja relacionando-se a qualquer teoria  pertinente a origem das cartas. Apresentei Tifon em sua forma de serpente. O simbolismo não é, naturalmente, de todo Egípcio, pois temos as quatro Criaturas Vivas de Ezequiel que ocupam os quatro cantos da carta e a própria roda segue outras indicações de Lévi a respeito da visão de Ezequiel, elucidativa da Chave do Tarô particular. Para o ocultista Francês, e em seu próprio desenho, a figura simbólica representa o movimento perpétuo de um universo fluídico e o fluxo da vida humana. A esfinge é o equilíbrio ali reinante. A transliteração de Tarô em Rota está inscrita na roda, intercalada com as letras do Nome Divino, para mostrar que a Providência está impregnada em tudo. Mas essa é a intenção Divina interna, e a semelhante intenção Divina externa está exemplificada pelas quatro Criaturas Vivas. Algumas vezes, a esfinge é representada deitada em um pedestal em cima, o que lesa o simbolismo, invalidando a idéia essencial da estabilidade no meio do movimento.

Por trás da idéia geral expressa no símbolo, está a negação do acaso e da fatalidade que está implícita nele. Pode-se acrescentar que, dos dias de Lévi para cá, as explicações ocultas dessa carta são — mesmo para o próprio ocultismo -  de uma natureza singularmente fátua. Tem-se dito que ela significa princípio, fecundidade, a honra viril, autoridade governante, etc.

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Fonte: Arthur Edward Waite